Calendário Eclesiástico (Festas fixas e móveis)
INTRODUÇÃO
É o calendário oficial da Igreja Católica Apostólica Romana, sendo adotado, via de regra, em todos os países católicos e também em alguns protestantes. Ele é misto, sendo regulado tanto pelo ano solar como pelo lunar, dando origem às festas móveis.
CALENDÁRIO DAS FESTAS MÓVEIS - ANO 2004 a 2010
ANO Cinzas Ramos Paixão * Páscoa Ascensão Pentecostes SS. Trindade Corpus Christi
2004 25/02 04/04 09/04 11/04 23/05 30/05 06/06 10/06
2005 09/02 20/03 25/03 27/03 08/05 15/05 22/05 26/05
2006 01/03 09/04 14/04 16/04 28/05 04/06 11/06 15/06
2007 21/02 01/04 06/04 08/04 20/05 27/05 03/06 07/06
2008 06/02 16/03 21/03 23/03 04/05 11/05 18/05 22/05
2009 25/02 05/04 10/04 12/04 24/05 31/05 07/06 11/06
2010 17/02 28/03 02/04 04/04 16/05 23/05 30/05 03/06
Observações:
1) A Festa do Sagrado coração de Jesus Comemora-se sempre no 2º. Domingo após Pentecostes
2) * "Paixão", acima, refere-se à sexta feira que antecede a Páscoa. Não confundir com "Domingo da Paixão" (hoje o 5º. Domingo da Quaresma) que é o Domingo que antecede Ramos. Clique aqui para visualizar esta grade.
POR QUÊ A IGREJA ESTABELECEU AS FESTAS MÓVEIS?
Nos tópicos seguintes iremos estudar por quê a Quarta-Feira de Cinzas e a Páscoa não possuem data fixa de comemoração.
Todas as festas da Igreja que tem como ponto de referência a Páscoa, são denominadas festas móveis porque baseadas no calendário lunar (judaico) e adaptadas ao nosso calendário (gregoriano). Comecemos relembrando, em resumo, o significado da Páscoa Judaica e da Páscoa Cristã:
PASCOA JUDAICA (breve resumo) - No Antigo Testamento, sabemos que Moisés, sob a guia divina, tornou-se chefe do povo oprimido que encontrava-se sob o jugo dos egípcios, adversários do povo eleito, sob o comando do Faraó que usava de seus poderes terrenos para contrariar os planos divinos. Deus manifesta seu poder através de Moisés, mediante diversos sinais e castigos, mas o coração endurecido do Faraó não acena com nenhum sinal de arrependimento. Durante a libertação do povo guiado por Moisés, Deus institui a celebração da Páscoa através de Moisés e Aarão, mandando dizer a toda a assembléia de Israel que tomasse um cordeiro que deveria ser imolado em data determinada, devendo seu sangue ser tomado, posto sobre as duas ombreiras e sobre a verga da porta da casa. Deus disse ainda que naquela noite passaria através do Egito para exercer sua justiça, ferindo de morte os filhos primogênitos dos Egípcios, mas que passaria adiante das casas marcadas com o sangue do cordeiro. E Deus mandou seu Anjo, e assim foi feito.
"Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra do Senhor: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua" (Ex 12, 14)
Desta forma ficou instituída a a festa da Páscoa, comemorada até os dias atuais pelo povo judeu. O extermínio dos filhos dos egípcios testemunha que o povo eleito, libertado, terá que viver daí em diante, no temor de Deus e reconhecido o seu grande benfeitor. (Veja tudo sobre a instituição da Páscoa no Livro do Êxodo, cap. 12)
PÁSCOA CRISTÃ (breve esumo) - A instituição da Páscoa Cristã encontra-se na imolação de Cristo. Enquanto na primeira festa de Páscoa Deus liberta o povo da escravidão e proclama a sua Aliança com o povo de Israel, na segunda, o próprio Deus torna-se o Cordeiro Imolado para libertar o povo do jugo do pecado e do demônio. Desta vez, o Sangue de Jesus, do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, definitivamente liberta toda a humanidade com sua Paixão, Morte e Ressurreição.
"Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado". (I Cor 5, 7)
* * * * * * * * *
Recordando: Memorizados os aspectos centrais da Páscoa Judaica e da Páscoa Cristã, recordemos que Jesus veio ao mundo em cumprimento das Escrituras e por Seu desígnio foi crucificado justamente no dia da preparação da festa da Páscoa, para que, a partir de sua Paixão, Morte e Ressureição fosse instituída a Nova Aliança. Para que fosse instituída a grande e solene Páscoa, como num reflexo pleno da primeira festa de Páscoa.
CONCLUINDO:
Como a festa da Páscoa Judaica, coincide exatamente com o dia da imolação de Cristo, estabeleceu-se já naquele momento, por desígnio de Deus, o dia 14 de Nisã (do calendário judaico ou hebraico), como data de referência à comemoração da Páscoa Cristã. (Encontro da Primeira com a Segunda Aliança)
Assim, a Páscoa judaica é sempre celebrada na 1ª. lua cheia da primavera do hemisfério norte, na noite de 14 para 15 de Nisã . A Páscoa Cristã ficou fixada como o 1ª Domingo posterior à referida 1ª lua cheia, ou seja, no primeiro domingo após a comemoração da Páscoa dos Judeus.
Como o calendário judaico é baseado nos ciclos da lua, explica-se os motivos da variação em nosso calendário, que é solar e por isso, para nós, o Domingo de Páscoa varia entre 22 de março e 25 de abril. Fixado, assim, a festa da Páscoa para determinado ano, todas as outras festas também se movem desde a septuagésima até Corpus Christi, conforme a tabela do início deste artigo.
Em síntese: É usado como referência não o nosso calendário, mas sim o judaico. Fixada a data da Páscoa pelo calendário judaico, adaptamos tal data ao nosso para que a partir daí, possamos estabelecer as datas, desde a septuagésima até Corpus Christi, conforme da grade abaixo. Estabelecido o dia da Páscoa, aí sim, todas as outras festas móveis o acompanham.
O Carnaval apesar de ser uma festa pagã, também se move com o calendário eclesiástico e é sempre comemorado sete domingos antes do Domingo de Páscoa. As festas são permitidas até a quarta-feira de cinzas, quando inicia-se a Quaresma, tempo de 40 dias de jejum e abstinência em preparação à festa da Páscoa, ou seja, data que celebramos a Ressurreição de Cristo.
Festas Móveis - Tem por referência a Páscoa e são as seguintes: Septuagésima 65 dias antes da Páscoa
Quinquagésima 49 dias antes da Páscoa
Cinzas Do último dia da Quinquagésima, conta-se a primeira 4ª. feira seguinte
Domingo da Paixão
(Hoje o 5º Domingo da Quaresma)
14 dias antes da Páscoa(Domingo que antecede Ramos)
Ramos É o Domingo que antecede o Domingo de Páscoa, portanto, 7 dias antes.
Ascensão 40 dias depois da Páscoa (Caindo o 40.º dia em dia de semana, comemora-se no Domingo seguinte)
Pentecostes 50 dias depois da Páscoa (Ou o 1.º Domingo após o Domingo da Ascensão)
SS. Trindade 57 dias depois da Páscoa (1º. Domingo após Pentecostes)
Corpus Christi Quinta-feira seguinte, após a comemoração da festa da SS. Trindade
Obs: A Festa do Sagrado coração de Jesus Comemora-se sempre no 2º. Domingo após Pentecostes
PRINCIPAIS FESTAS FIXAS
Como o próprio nome sugere, "festas fixas" são aquelas cujas datas de comemoração não variam, permanecem sempre imutáveis conforme estabelece o Calendário Romano Geral. São tipificadas por festa ou solenidade. As demais comemorações que não pertençam à grade abaixo, por exemplo, de um santo padroeiro, são tipificadas em memória.
MÊS Dia (s) comemorativo (s) e celebração Tipificação
Janeiro
1. - Santa Maria, Mãe de Deus
Solenidade
6. - Epifania (com. no Domingo) Solenidade
Entre 9 e 13 - Batismo do Senhor (com. no Domingo) Festa
25. - Conversão de São Paulo Apóstolo Festa
Fevereiro
2. - Apresentação do Senhor
Festa
22. - Cátedra de São Pedro, Apóstolo Festa
Março
19. - São José, Esposo de Nossa Senhora
Solenidade
25. - Anunciação do Senhor Solenidade
Abril
25. - São Marcos Evangelista
Festa
Maio
3. - São Filipe e São Tiago, Apóstolos
Festa
14. - São Matias, Apóstolo Festa
Festa
31. - Nossa Senhora Rainha (Visitação de Nossa Senhora)
Junho
24. - Nascimento de São João Batista
Solenidade
29. - São Pedro e São Paulo, Apóstolos Solenidade
Julho
3. - São Tomé, Apóstolo
Festa
25. - São Tiago, Apóstolo Festa
Agosto
6. - Transfiguração do Senhor
Festa
10 - São Lourenço, Diácono e Mártir Festa
15 - Assunção de Nossa Senhora Solenidade
23 - Santa Rosa de Lima, Virgem Festa
24 - São Bartolomeu, Apóstolo Festa
Setembro
8. - Natividade de Nossa Senhora
Festa
14.- Exaltação da Santa Cruz Festa
21. - São Mateus, Apóstolo e Evangelista Festa
29. - São Miguel, São Gabriel e São Rafael Arcanjos Festa
Outubro
18. - São Lucas Evangelista Festa
28. - São Simão e São Judas, Apóstolos Festa
Novembro
1. - Todos os Santos
Solenidade
2. - Comemoração dos Fiéis Defuntos (Finados) Solenidade
9. - Dedicação da Basílica do Latrão Festa
30. - Santo André, Apóstolo Festa
Cristo, Rei do Universo (Último Domingo do tempo comum) Solenidade
Dezembro
8. - Imaculada Conceição de Nossa Senhora
Solenidade
12. - Nossa Senhora de Guadalupe Festa
25. - Natal do Senhor Solenidade
26. - Santo Estevão, primeiro Mártir Festa
27. - São João, Apóstolo e Evangelista Festa
28. - Santos Inocentes Mártires Festa
Sagrada Família - Dentro da Oitava do Natal, ou na sua falta, dia 30 Festa
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
NATAL DO SENHOR
NATAL DO SENHOR
25 de dezembro
Também nesta data: Nossa Senhora de Belém, Mártires de Nicomédia, Santos Jacó e Anastácia
"Hoje é a festa do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a terra". Com estas palavras a Igreja anuncia o grande dia de hoje, que é o aparecimento na terra do Filho de Deus feito homem. O Evangelho de São Lucas conta o Nascimento de Nosso Senhor, como segue: "Aconteceu naqueles dias que saiu um edito de Cesar Augusto, para que fosse alistado todo o mundo. Este primeiro alistamento foi feito por Cirino, governador da Síria. E iam todos se alistar, cada um na sua cidade natal. E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, para se alistar com sua esposa Maria, que estava grávida. Aconteceu , porém, que estando ali, se completaram os dias em que devia dar à luz. E deu à luz o Filho primogênito e envolveu-o em paninhos e reclinou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. E naquela mesma região estavam uns pastores, vendo alternadamente e guardando, nas vigílias da noite, o rebanho.
E eis que se lhes apresentou um Anjo do Senhor e a claridade de Deus cercou-os de resplendor, e tiveram grande temor. O Anjo, porém , disse-lhes: "Não temais; porque eis que vos anuncio um grande gozo, e que o será para todo o povo. É que hoje vos nasceu na cidade de Davi o Salvador, que é o Cristo Senhor. E este é o Sinal para vós: Achareis um menino envolto em paninhos e posto numa manjedoura. E subitamente apareceu o Anjo com uma multidão da milícia celeste, louvando a Deus e dizendo: "Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens de boa vontade". E aconteceu que depois que os Anjos se retiraram para o céu, os pastores falavam entre si, dizendo: "Passemos até Belém e vejamos que é isto que sucedeu, que é que o Senhor nos mostrou. E vieram a toda pressa e acharam Maria e José e o Menino posto na manjedoura. E vendo isto, conheceram a verdade do que se lhes havia dito acerca deste Menino. E todos que os ouviram falar, se admiraram do que lhes haviam referido os pastores".
O Nascimento de Nosso Senhor está cheio de mistérios. Considera em primeiro lugar, porque o Filho Unigênito de Deus quis vir ao mundo em tanta pobreza, em lugar tão desprezível, na estação de inverno, nas trevas da noite e longe da sociedade. Porque não quis celebrar seu aparecimento na capital, em Jerusalém, em um dos muitos palácios que lá havia, rodeado de todo conforto? São Bernardo diz:
"Não penseis que tudo isto tivesse acontecido por acaso. A criança não escolhe a hora e o dia do nascimento, porque para escolher lhe falta liberdade e uso da razão. Com Jesus Cristo não se dá isto. Ele, Deus feito homem, podendo determinar tempo e Lugar, escolheu justamente o que era agradável à natureza humana e à Santíssima Virgem. Porque procedeu assim? Os Santos Padres respondem: Primeiro: para nos mostrar mais claramente seu grande amor e incitar-nos a amá-lo também. Se Cristo tivesse vindo numa estação mais agradável; se tivesse escolhido a magnificência e comodidade de um palácio, sem dúvida haveríamos de reconhecer-lhe o amor para conosco que agora mais ainda realça, vendo-o nascer em pobreza, numa gélida noite e numa estrebaria. Segundo: Cristo o Senhor, já desde o nascimento quis mostrar-nos o caminho para o céu e ensinar-nos pelo exemplo o que mais tarde nos disse pela palavra. Não só o Menino Jesus como também a gruta, o presépio, os paninhos nos dizem que o caminho do céu é áspero e íngreme, e não há outro para nós, se nos queremos aproveitar para o aparecimento de Nosso Senhor. A concupiscência da carne e dos olhos, a soberba da vida são as raízes de todos os pecadores e as causadoras da desgraça dos homens.
A pobreza do Menino Jesus ensina-nos a necessidade da humildade, da cruz e do sofrimento, como meios de combater os vícios, de desapegar-nos do mundo, e servir a Deus com toda a pureza. Tudo isto nos mostra e exemplo de Cristo no presépio. Dizem os Santos Padres, que o presépio de Belém é o púlpito, a tribuna do Deus Menino.
Os ensinamentos de Nosso Senhor devem ser por nós imitados, quer nos tenham sido transmitidos por palavras, quer pelo exemplo. Do pobre nascimento de Cristo devemos aprender duas coisas: Primeiro, amemos o Menino de Belém. E segundo, tornemo-nos semelhantes ao Menino de Belém!"
Demos ao menino Jesus o nosso mais sincero e ardente amor, e imitemo-lo nas virtudes da pobreza e da humildade. Ao Menino Jesus é aplicável a palavra que mais tarde o Divino Mestre, quando pôs um menino no meio dos Apóstolos disse: "Se não vos converterdes e não vos tornardes semelhantes às crianças, não entrareis no reino dos céus".
Eis o que o Menino Jesus nos ensina ao nascer: desprezar os bens do mundo, para alcançar os bens eternos.
Reflexões:
Foi a obediência ao Pai Eterno que fez Jesus Cristo descer do céu e nascer em condições tão humildes. Deitado no presépio, o Menino Jesus já podia dizer: "Eu faço sempre o que a meu Pai agrada" ( Jo 8,29). Como mais tarde foi obediente até à cruz, obediente também foi até à gruta de Belém. Obedece tu também a Deus, observa-lhe os mandamentos e procura fazer sempre o que lhe agrada. Por amor de ti o Salvador sofreu indigência, frio, desprezo; e tudo isto com a maior paciência. Se te vierem sofrimentos e tribulações, não te perturbes e lembra-te de Jesus.
"Jesus, que já sofrestes por mim, quando neste mundo entrastes, eu quero sofrer por vosso amor. Se é este o caminho para o céu, como no-lo mostrastes, e desde criança nele andastes, nele eu vos quero seguir".
25 de dezembro
Também nesta data: Nossa Senhora de Belém, Mártires de Nicomédia, Santos Jacó e Anastácia
"Hoje é a festa do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a terra". Com estas palavras a Igreja anuncia o grande dia de hoje, que é o aparecimento na terra do Filho de Deus feito homem. O Evangelho de São Lucas conta o Nascimento de Nosso Senhor, como segue: "Aconteceu naqueles dias que saiu um edito de Cesar Augusto, para que fosse alistado todo o mundo. Este primeiro alistamento foi feito por Cirino, governador da Síria. E iam todos se alistar, cada um na sua cidade natal. E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, para se alistar com sua esposa Maria, que estava grávida. Aconteceu , porém, que estando ali, se completaram os dias em que devia dar à luz. E deu à luz o Filho primogênito e envolveu-o em paninhos e reclinou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. E naquela mesma região estavam uns pastores, vendo alternadamente e guardando, nas vigílias da noite, o rebanho.
E eis que se lhes apresentou um Anjo do Senhor e a claridade de Deus cercou-os de resplendor, e tiveram grande temor. O Anjo, porém , disse-lhes: "Não temais; porque eis que vos anuncio um grande gozo, e que o será para todo o povo. É que hoje vos nasceu na cidade de Davi o Salvador, que é o Cristo Senhor. E este é o Sinal para vós: Achareis um menino envolto em paninhos e posto numa manjedoura. E subitamente apareceu o Anjo com uma multidão da milícia celeste, louvando a Deus e dizendo: "Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens de boa vontade". E aconteceu que depois que os Anjos se retiraram para o céu, os pastores falavam entre si, dizendo: "Passemos até Belém e vejamos que é isto que sucedeu, que é que o Senhor nos mostrou. E vieram a toda pressa e acharam Maria e José e o Menino posto na manjedoura. E vendo isto, conheceram a verdade do que se lhes havia dito acerca deste Menino. E todos que os ouviram falar, se admiraram do que lhes haviam referido os pastores".
O Nascimento de Nosso Senhor está cheio de mistérios. Considera em primeiro lugar, porque o Filho Unigênito de Deus quis vir ao mundo em tanta pobreza, em lugar tão desprezível, na estação de inverno, nas trevas da noite e longe da sociedade. Porque não quis celebrar seu aparecimento na capital, em Jerusalém, em um dos muitos palácios que lá havia, rodeado de todo conforto? São Bernardo diz:
"Não penseis que tudo isto tivesse acontecido por acaso. A criança não escolhe a hora e o dia do nascimento, porque para escolher lhe falta liberdade e uso da razão. Com Jesus Cristo não se dá isto. Ele, Deus feito homem, podendo determinar tempo e Lugar, escolheu justamente o que era agradável à natureza humana e à Santíssima Virgem. Porque procedeu assim? Os Santos Padres respondem: Primeiro: para nos mostrar mais claramente seu grande amor e incitar-nos a amá-lo também. Se Cristo tivesse vindo numa estação mais agradável; se tivesse escolhido a magnificência e comodidade de um palácio, sem dúvida haveríamos de reconhecer-lhe o amor para conosco que agora mais ainda realça, vendo-o nascer em pobreza, numa gélida noite e numa estrebaria. Segundo: Cristo o Senhor, já desde o nascimento quis mostrar-nos o caminho para o céu e ensinar-nos pelo exemplo o que mais tarde nos disse pela palavra. Não só o Menino Jesus como também a gruta, o presépio, os paninhos nos dizem que o caminho do céu é áspero e íngreme, e não há outro para nós, se nos queremos aproveitar para o aparecimento de Nosso Senhor. A concupiscência da carne e dos olhos, a soberba da vida são as raízes de todos os pecadores e as causadoras da desgraça dos homens.
A pobreza do Menino Jesus ensina-nos a necessidade da humildade, da cruz e do sofrimento, como meios de combater os vícios, de desapegar-nos do mundo, e servir a Deus com toda a pureza. Tudo isto nos mostra e exemplo de Cristo no presépio. Dizem os Santos Padres, que o presépio de Belém é o púlpito, a tribuna do Deus Menino.
Os ensinamentos de Nosso Senhor devem ser por nós imitados, quer nos tenham sido transmitidos por palavras, quer pelo exemplo. Do pobre nascimento de Cristo devemos aprender duas coisas: Primeiro, amemos o Menino de Belém. E segundo, tornemo-nos semelhantes ao Menino de Belém!"
Demos ao menino Jesus o nosso mais sincero e ardente amor, e imitemo-lo nas virtudes da pobreza e da humildade. Ao Menino Jesus é aplicável a palavra que mais tarde o Divino Mestre, quando pôs um menino no meio dos Apóstolos disse: "Se não vos converterdes e não vos tornardes semelhantes às crianças, não entrareis no reino dos céus".
Eis o que o Menino Jesus nos ensina ao nascer: desprezar os bens do mundo, para alcançar os bens eternos.
Reflexões:
Foi a obediência ao Pai Eterno que fez Jesus Cristo descer do céu e nascer em condições tão humildes. Deitado no presépio, o Menino Jesus já podia dizer: "Eu faço sempre o que a meu Pai agrada" ( Jo 8,29). Como mais tarde foi obediente até à cruz, obediente também foi até à gruta de Belém. Obedece tu também a Deus, observa-lhe os mandamentos e procura fazer sempre o que lhe agrada. Por amor de ti o Salvador sofreu indigência, frio, desprezo; e tudo isto com a maior paciência. Se te vierem sofrimentos e tribulações, não te perturbes e lembra-te de Jesus.
"Jesus, que já sofrestes por mim, quando neste mundo entrastes, eu quero sofrer por vosso amor. Se é este o caminho para o céu, como no-lo mostrastes, e desde criança nele andastes, nele eu vos quero seguir".
SOLENE VIGÍLIA DE NATAL
SOLENE VIGÍLIA DE NATAL
24 de dezembro
A Igreja também comemora hoje Santas Tarsila e Emiliana., São Sharbel Makhluf, São Delfim e Santa Irmina
Na Vigília de Natal os fiéis preparam-se liturgicamente para o nascimento do Salvador. O Santo Natal, que é uma das festas mais antigas e solenes da Igreja, desde os tempos apostólicos. O presépio em que foi reclinado o Salvador Menino e a gruta onde nasceu, foram sempre objetos de suprema veneração da parte dos cristãos. Para afastar estes do Lugar venerável, os pagãos erigiram no mesmo sítio um templo aos deus Adônis, que foi destruído depois, e no mesmo lugar se ergueu uma igreja magnífica. Ao redor de Belém surgiram também muitos conventos. Em um deles viveu São Jerônimo, durante muitos anos. Mais tarde, o santo presépio foi transportado para Roma. A igreja de Santa Maria Maggiore guarda esta preciosa relíquia.
Os sacerdotes, facultativamente, tem o privilégio de celebrarem três Missas no dia de Natal, uso este também antiquíssimo na Igreja. Originou esta praxe o costume antigo de os Papas no dia de Natal celebrarem três Missas, em diversas Igrejas de Roma. A primeira Missa era celebrada na Basílica tiberiana, a segunda na Igreja de Santa Anastácia, e a terceira no Vaticano. Este uso foi conservado e imitado pelos bispos e sacerdotes, sem que houvesse obrigação de celebrar três Missas. As três Missas no dia de Natal simbolizam o tríplice nascimento de Jesus Cristo: Sua origem do Pai desde a eternidade, seu nascimento da Santíssima Virgem e seu renascimento místico nos corações dos fiéis.
A comemoração do nascimento de Jesus sempre marca o início de uma nova era e seu significado foi tão decisivo que a contagem dos tempos históricos no mundo, passou a ser feita a partir do nascimento de Cristo. A história foi dividida em dois grandes períodos: antes de Cristo, representado pela sigla a.C. , e depois de Cristo, representado pela sigla d.C. .
O Natal sempre modifica algo nos corações das pessoas e, em cada comemoração natalina a união entre Deus e o homem está representada pelo desejo de paz e a humanidade se torna uma imensa família universal. É portanto, uma oportunidade para manifestações de afeto, tanto no âmbito familiar como fora dele, tornando-se, assim, a festa da paz e fraternidade. É tempo também de, apesar de envolvidos nesse clima festivo, avaliar nossa própria caminhada na construção do Reino de Deus.
Eis o que o Menino Jesus nos ensina ao nascer: desprezar os bens do mundo, para alcançar os bens eternos.
Veja mais sobre a comemoração do Natal.
24 de dezembro
A Igreja também comemora hoje Santas Tarsila e Emiliana., São Sharbel Makhluf, São Delfim e Santa Irmina
Na Vigília de Natal os fiéis preparam-se liturgicamente para o nascimento do Salvador. O Santo Natal, que é uma das festas mais antigas e solenes da Igreja, desde os tempos apostólicos. O presépio em que foi reclinado o Salvador Menino e a gruta onde nasceu, foram sempre objetos de suprema veneração da parte dos cristãos. Para afastar estes do Lugar venerável, os pagãos erigiram no mesmo sítio um templo aos deus Adônis, que foi destruído depois, e no mesmo lugar se ergueu uma igreja magnífica. Ao redor de Belém surgiram também muitos conventos. Em um deles viveu São Jerônimo, durante muitos anos. Mais tarde, o santo presépio foi transportado para Roma. A igreja de Santa Maria Maggiore guarda esta preciosa relíquia.
Os sacerdotes, facultativamente, tem o privilégio de celebrarem três Missas no dia de Natal, uso este também antiquíssimo na Igreja. Originou esta praxe o costume antigo de os Papas no dia de Natal celebrarem três Missas, em diversas Igrejas de Roma. A primeira Missa era celebrada na Basílica tiberiana, a segunda na Igreja de Santa Anastácia, e a terceira no Vaticano. Este uso foi conservado e imitado pelos bispos e sacerdotes, sem que houvesse obrigação de celebrar três Missas. As três Missas no dia de Natal simbolizam o tríplice nascimento de Jesus Cristo: Sua origem do Pai desde a eternidade, seu nascimento da Santíssima Virgem e seu renascimento místico nos corações dos fiéis.
A comemoração do nascimento de Jesus sempre marca o início de uma nova era e seu significado foi tão decisivo que a contagem dos tempos históricos no mundo, passou a ser feita a partir do nascimento de Cristo. A história foi dividida em dois grandes períodos: antes de Cristo, representado pela sigla a.C. , e depois de Cristo, representado pela sigla d.C. .
O Natal sempre modifica algo nos corações das pessoas e, em cada comemoração natalina a união entre Deus e o homem está representada pelo desejo de paz e a humanidade se torna uma imensa família universal. É portanto, uma oportunidade para manifestações de afeto, tanto no âmbito familiar como fora dele, tornando-se, assim, a festa da paz e fraternidade. É tempo também de, apesar de envolvidos nesse clima festivo, avaliar nossa própria caminhada na construção do Reino de Deus.
Eis o que o Menino Jesus nos ensina ao nascer: desprezar os bens do mundo, para alcançar os bens eternos.
Veja mais sobre a comemoração do Natal.
Circuncisão do Senhor - Evangelho
Circuncisão do Senhor - Evangelho
Dogma da Maternidade de Maria Santíssima
<< Voltar Lucas 2, 16-21
16. Foram depressa para lá e encontraram Maria, José e ao Menino posto numa manjedoura.
17. E, tendo-o visto, tornaram público o que lhes fora manifesto a respeito do Menino.
18. Todos os que ouviram, ficaram maravilhados com o que os pastores contavam.
19. Maria, conservava com carinho todas estas coisas, meditando-as no seu coração.
20. Após o que, regressaram os pastores, glorificando e louvando a Deus, por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido anunciado.
21. Depois que foram transcorridos oito dias, para ser circuncidado o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo, antes da sua concepção.
Dogma da Maternidade de Maria Santíssima
<< Voltar Lucas 2, 16-21
16. Foram depressa para lá e encontraram Maria, José e ao Menino posto numa manjedoura.
17. E, tendo-o visto, tornaram público o que lhes fora manifesto a respeito do Menino.
18. Todos os que ouviram, ficaram maravilhados com o que os pastores contavam.
19. Maria, conservava com carinho todas estas coisas, meditando-as no seu coração.
20. Após o que, regressaram os pastores, glorificando e louvando a Deus, por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido anunciado.
21. Depois que foram transcorridos oito dias, para ser circuncidado o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo, antes da sua concepção.
Festa de Natal - Evangelho da 3ª Missa - Noite
Festa de Natal - Evangelho da 3ª Missa - Noite
<< Voltar João 1, 1-14
No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.
2. Ele estava no princípio com Deus.
3. Todas as coisas foram feitas por ele e nada do que foi feito, foi feito sem ele.
4. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens.
5. E a luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a compreenderam.
6. Houve um homem enviado por Deus, que se chamava João.
7. Ele veio por testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos crescem por meio dele;
8. Ele não era a luz, mas o testemunho da luz.
9. O Verbo era a luz verdadeira que ilumina a todo o homem que vem a este mundo;
10. Ele estava no mundo e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
11. Veio para o que era seu e os seus não o receberam;
12. Mas a todos os que o receberam, deu poder de se fazerem filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;
13. Que não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.
14. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória como de Filho unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
<< Voltar João 1, 1-14
No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.
2. Ele estava no princípio com Deus.
3. Todas as coisas foram feitas por ele e nada do que foi feito, foi feito sem ele.
4. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens.
5. E a luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a compreenderam.
6. Houve um homem enviado por Deus, que se chamava João.
7. Ele veio por testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos crescem por meio dele;
8. Ele não era a luz, mas o testemunho da luz.
9. O Verbo era a luz verdadeira que ilumina a todo o homem que vem a este mundo;
10. Ele estava no mundo e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
11. Veio para o que era seu e os seus não o receberam;
12. Mas a todos os que o receberam, deu poder de se fazerem filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;
13. Que não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.
14. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória como de Filho unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
Festa de Natal - Evangelho da 2ª Missa - Aurora
Festa de Natal - Evangelho da 2ª Missa - Aurora
<< Voltar Lucas 2, 15-50
15. Apenas os anjos se retiraram para o céu, diziam os pastores entre si: Vamos até Belém, para constatar o que aconteceu e o que o Senhor nos deu a conhecer.
16. Foram depressa para lá e encontraram Maria, José e ao Menino posto numa manjedoura.
17. E, tendo-o visto, tornaram público o que lhes fora manifesto a respeito do Menino.
18. Todos os que ouviram, ficaram maravilhados com o que os pastores contavam.
19. Maria, conservava com carinho todas estas coisas, meditando-as no seu coração.
20. Após o que, regressaram os pastores, glorificando e louvando a Deus, por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido anunciado.
21. Depois que foram transcorridos oito dias, para ser circuncidado o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo, antes da sua concepção.
22. Completados que foram os dias da purificação de Maria, segundo a lei de Moisés, levaram o menino a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor,
23. Segundo o que está escrito na lei de Deus: "Todo filho macho, que for primogênito, será consagrado ao Senhor".
24. E para oferecer em sacrifício, conforme aditado na Lei: "Um par de rolas, ou dois pombinhos".
25. Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este, era um homem justo e piedoso, que esperava a consolação. de Israel. O Espírito Santo, repousava nele.
26. Havia-lhe sido revelado, por graça do Espírito Santo, que não morreria, antes de contemplar o Cristo do Senhor.
27. Impelido pelo Espírito Santo, dirigiu-se ao templo. Exatamente, quando o menino Jesus era trazido pelos pais, para cumprirem as ordens da Lei a seu respeito.
28. Simeão o tomou nos braços, louvou a Deus e disse:
29. "Agora é, Senhor, que tu despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra;
30. Porque os meus olhos viram o Salvador, que tu nos deste;
31 Que preparaste diante de todos os povos;
32. Como luz que ilumina as nações e para glória de Israel, teu povo".
33. Seu pai e sua mãe estavam admirados, das maravilhas que dele se diziam.
34. Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que esse menino, está destinado para ruína e soerguimento de muitos em Israel. Ele deverá ser, um alvo de contradição.
35. E a ti mesma, uma espada trespassará a tua alma, a fim de se descobrirem os pensamentos escondidos, nos corações de muitos.
36. Ali também se encontrava uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada. Que após a sua virgindade, vivera sete anos com seu marido;
37. Depois, permanecendo viúva, chegara aos oitenta e quatro anos; não arredava os pés do templo, servindo a Deus dia e noite, com jejuns e orações.
38. Ela mesma, sobrevindo na ocasião, pôs-se, também, a bendizer a Deus e a falar sobre o menino, a todos os que esperavam a redenção de Israel.
39. Depois de haverem cumprido tudo o que era conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para a sua cidade de Nazaré.
40. Entretanto, o menino crescia e se fortificava, estando cheio de sabedoria e a graça de Deus era com ele.
41. Todos os anos, seus pais iam a Jerusalém para a festa solene da Páscoa.
42. Quando completou doze anos, subiram, como de costume, para a festa.
43. Ora, transcorridos os dias da festa, quando voltaram, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os pais o notassem.
44. Julgando que ele fosse na comitiva, andaram um dia de caminho; depois puseram-se a procurá-lo, entre parentes e conhecidos.
45. Mas, não o encontrando, voltaram a Jerusalém à sua procura.
46. Três dias após, o encontraram no templo sentado entre os doutores da lei, escutando-os e lhes fazendo perguntas.
47. Todos os que o ouviam estavam pasmados da sua inteligência e das suas respostas.
48. Quando o viram, ficaram tomados de emoção e sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Eis que teu pai e eu, aflitos, te buscávamos.
49. Jesus, respondeu-lhes: Para que me buscáveis? Não sabíeis, que devo ocupar-me com as coisas de meu Pai?
50. Eles, porém, não atinaram com o que lhes disse.
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15. Apenas os anjos se retiraram para o céu, diziam os pastores entre si: Vamos até Belém, para constatar o que aconteceu e o que o Senhor nos deu a conhecer.
16. Foram depressa para lá e encontraram Maria, José e ao Menino posto numa manjedoura.
17. E, tendo-o visto, tornaram público o que lhes fora manifesto a respeito do Menino.
18. Todos os que ouviram, ficaram maravilhados com o que os pastores contavam.
19. Maria, conservava com carinho todas estas coisas, meditando-as no seu coração.
20. Após o que, regressaram os pastores, glorificando e louvando a Deus, por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido anunciado.
21. Depois que foram transcorridos oito dias, para ser circuncidado o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo, antes da sua concepção.
22. Completados que foram os dias da purificação de Maria, segundo a lei de Moisés, levaram o menino a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor,
23. Segundo o que está escrito na lei de Deus: "Todo filho macho, que for primogênito, será consagrado ao Senhor".
24. E para oferecer em sacrifício, conforme aditado na Lei: "Um par de rolas, ou dois pombinhos".
25. Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este, era um homem justo e piedoso, que esperava a consolação. de Israel. O Espírito Santo, repousava nele.
26. Havia-lhe sido revelado, por graça do Espírito Santo, que não morreria, antes de contemplar o Cristo do Senhor.
27. Impelido pelo Espírito Santo, dirigiu-se ao templo. Exatamente, quando o menino Jesus era trazido pelos pais, para cumprirem as ordens da Lei a seu respeito.
28. Simeão o tomou nos braços, louvou a Deus e disse:
29. "Agora é, Senhor, que tu despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra;
30. Porque os meus olhos viram o Salvador, que tu nos deste;
31 Que preparaste diante de todos os povos;
32. Como luz que ilumina as nações e para glória de Israel, teu povo".
33. Seu pai e sua mãe estavam admirados, das maravilhas que dele se diziam.
34. Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que esse menino, está destinado para ruína e soerguimento de muitos em Israel. Ele deverá ser, um alvo de contradição.
35. E a ti mesma, uma espada trespassará a tua alma, a fim de se descobrirem os pensamentos escondidos, nos corações de muitos.
36. Ali também se encontrava uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada. Que após a sua virgindade, vivera sete anos com seu marido;
37. Depois, permanecendo viúva, chegara aos oitenta e quatro anos; não arredava os pés do templo, servindo a Deus dia e noite, com jejuns e orações.
38. Ela mesma, sobrevindo na ocasião, pôs-se, também, a bendizer a Deus e a falar sobre o menino, a todos os que esperavam a redenção de Israel.
39. Depois de haverem cumprido tudo o que era conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para a sua cidade de Nazaré.
40. Entretanto, o menino crescia e se fortificava, estando cheio de sabedoria e a graça de Deus era com ele.
41. Todos os anos, seus pais iam a Jerusalém para a festa solene da Páscoa.
42. Quando completou doze anos, subiram, como de costume, para a festa.
43. Ora, transcorridos os dias da festa, quando voltaram, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os pais o notassem.
44. Julgando que ele fosse na comitiva, andaram um dia de caminho; depois puseram-se a procurá-lo, entre parentes e conhecidos.
45. Mas, não o encontrando, voltaram a Jerusalém à sua procura.
46. Três dias após, o encontraram no templo sentado entre os doutores da lei, escutando-os e lhes fazendo perguntas.
47. Todos os que o ouviam estavam pasmados da sua inteligência e das suas respostas.
48. Quando o viram, ficaram tomados de emoção e sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Eis que teu pai e eu, aflitos, te buscávamos.
49. Jesus, respondeu-lhes: Para que me buscáveis? Não sabíeis, que devo ocupar-me com as coisas de meu Pai?
50. Eles, porém, não atinaram com o que lhes disse.
Festa de Natal - Evangelho da 1ª Missa - Dia
Festa de Natal - Evangelho da 1ª Missa - Dia
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Nascimento de Jesus
E aconteceu naqueles dias que saiu um edital de César Augusto, ordenando que se fizesse o recenseamento de toda a terra.
2. Esse recenseamento, o primeiro, foi realizado por Quirino, governador da Síria.
3. Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade.
4. José subiu, também, de Nazaré, cidade da Galiléia, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e linhagem de Davi,
5. A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
6. Ora, ao chegarem ali, aconteceu completarem-se os dias em que havia de dar à luz.
7. E trouxe ao mundo seu filho primogênito. Enfaixou-o e o reclinou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria.
8. Ora, naquela mesma comarca, havia uns pastores que vigiavam e revezavam entre si, as vigílias da noite, montando guarda sobre os rebanhos.
9. Eis que se apresentou, junto deles, um anjo do Senhor e a glória de Deus os envolveu de luz.Ficaram cheios de terror.
10. O anjo, porém, lhes disse: Não temais! Eis que vos anuncio uma boa nova, que será de grande alegria para todo o povo.
11. Nasceu-vos hoje, na cidade de Davi, um Salvador, que é o Cristo Senhor.
12. Isto vos servirá de sinal: Encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.
13. E, de súbito, juntou-se ao anjo uma falange da milícia celeste, louvando a Deus, dizendo:
14. Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra, aos homens de boa vontade!
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Nascimento de Jesus
E aconteceu naqueles dias que saiu um edital de César Augusto, ordenando que se fizesse o recenseamento de toda a terra.
2. Esse recenseamento, o primeiro, foi realizado por Quirino, governador da Síria.
3. Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade.
4. José subiu, também, de Nazaré, cidade da Galiléia, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e linhagem de Davi,
5. A fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
6. Ora, ao chegarem ali, aconteceu completarem-se os dias em que havia de dar à luz.
7. E trouxe ao mundo seu filho primogênito. Enfaixou-o e o reclinou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria.
8. Ora, naquela mesma comarca, havia uns pastores que vigiavam e revezavam entre si, as vigílias da noite, montando guarda sobre os rebanhos.
9. Eis que se apresentou, junto deles, um anjo do Senhor e a glória de Deus os envolveu de luz.Ficaram cheios de terror.
10. O anjo, porém, lhes disse: Não temais! Eis que vos anuncio uma boa nova, que será de grande alegria para todo o povo.
11. Nasceu-vos hoje, na cidade de Davi, um Salvador, que é o Cristo Senhor.
12. Isto vos servirá de sinal: Encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.
13. E, de súbito, juntou-se ao anjo uma falange da milícia celeste, louvando a Deus, dizendo:
14. Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra, aos homens de boa vontade!
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